Milagres da construção civil

(e não necessariamente prodígios da engenharia)

Qual Moisés a separar as águas, qual quê.

Quem sair de Lisboa pela A8, ao chegar ao Km 22, e se der ao trabalho de olhar para a esquerda, verá um garrido empreendimento rosa avermelhado, com uns laivos de branco, com alguns fogos de dois ou três andares, frente a um morro.

Frente, vá lá, não. É mais dentro.

Sim, houve um conjunto de patos bravos e autarcas condescendentes que seccionaram de alto a baixo uma considerável porção de um monte para encaixar lá dentro um empreendimento habitacional.

Grosso modo, imagine-se um bolo rectangular, dividido em 6 partes iguais e retire-se uma das fatias do meio: no espaço vazio, pimba, um condomínio.

A vista, para trás, não deve ser muito animadora: uma altíssima parede de terra a ameaçar, literalmente, soterrar aquelas ricas casinhas.

Isto há coisas, pá…

4/04/2007 • nada de especial