Enough is enough

Já basta as vezes em que, de forma mais ou menos involuntária, fazemos figura de urso, por isso era o que faltava ter de pagar para me fazerem de parvo.

A Tv Cabo já há uns tempos que me andava a dar nos nervos, mas agora com aquela trampa do “Trimm, Trimm” foi a gota de água: não tenho nada contra jovens atraentes semi-desnudas (muito pelo contrário) mas agora ser enrabado mensalmente por um serviço péssimo e espetarem lá aquelas miúdas como isco, desculpem lá, mas a estupidez tem limites.

Portanto, este mês, adeus Tv Cabo e PT.

14/05/2007 • nada de especial
Sentido de humor

kill your idols

Problemas com milagre pode atrasar canonização dos Pastorinhos: Para D. António Marto, o «processo de canonização está num andamento lento porque está-se a verificar se aquilo que aconteceu pode ser considerado um milagre ou não. Nisto, os processos da igreja são muito rigorosos para que tudo assente na verdade dos factos», acrescentou o prelado, que não quis tecer mais comentários sobre o caso.

O que é triste, muito triste, é que haja quem não saiba nem queira saber o quão belo é descobrir e entender a razão das coisas, preferindo atribuí-las a causas inexistentes, passando assim ao lado da Vida tal qual ela é.

É, no fundo, uma vivência desinteressante, passiva, desprovida de interrogações, logo de conhecimento e compreensão - uma patética pobreza de espírito e certamente que se existisse um Deus, a última coisa que quereria era ser adorado por mongos.

11/05/2007 • note to self
Fora de horas

Faraway.

note to self
Media e Circo

trash your TV

Eye on the TV
‘cause tragedy thrills me
Whatever flavor
It happens to be

Like:
“Killed by the husband”
“Drowned by the ocean”
“Shot by his own son”
“She used the poison in his tea
[and / he] kissed [him / her] goodbye”
That’s my kind of story
It’s no fun til someone dies

Don’t look me at like
I am a monster
Frown out your one face
But with the other
Stare like a junkie
Into the TV
Stare like a zombie
While the mother, holds her child
Watches him die
Hands to the sky cryin,
“Why, oh why?”

Cause I need to watch things die
From a distance
Vicariously, I
Live while the whole world dies
You all need it too - don’t lie.

Tool, Vicarious

10/05/2007 • nada de especial
Pater n’ Idade

- Olha, importas-te de ir apagar a luz da cozinha?
- Qual é a palavra mágica, pai?
- Murro no focinho?
- Não. É «se…»
- «… faz favor»?
- Sim, vês como não foi difícil, pai?
- …

8/05/2007 • note to self
Depressões várias

pssst loading screen

Quando se chega a uma altura na vida em que muito do que nos marcou e ainda nos parece relativamente recente aconteceu há mais de vinte anos e, muito perigosamente, já perto do quarto de século, com a cronológica tendência para esticar até aos trinta e por aí fora (salvo quinanço imprevisto), já não há volta a dar.

Assim, inicio com este post uma série maníaco-depressiva light, intitulada «c’um catano, esta cena já foi há mais de vinte anos? estás a ficar velho, pá», ilustrada através de loading screens de jogos que representaram uma época e, como tal, fizeram parte da minha vida, em um ou outro momento, recordado agora n tempo depois.

Tendencialmente a publicação ocorrerá às Segundas-feiras, tipo Monday Manic Moods, ou parvoíce do género, uma vez que é sempre um dia tão auspicioso.

Para completa compreensão e integração ôntico-sistemática do post, é obrigatório imaginar o som da imagem a carregar num Spectrum.

7/05/2007 • ram
Depressões sintéticas

marvin

‘Come on over here,’ said Zaphod, ‘there’s a whole new life stretching out ahead of you.’
‘Oh, not another one,’ groaned Marvin.

Douglas Adams, The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy

6/05/2007 • lido, note to self
Fumos

smoking

Eu até gosto de fumar, embora não deva passar de um maço por ano.

De vez em quando gosto de ter aquela sensação gustativa e olfactiva da primeira passa, embora para o fim do cigarro a coisa comece já a enjoar. Daí a frequência anual da coisa.

Quanto a fumar em restaurantes, considerando a elevada improbabilidade estatística de todos os clientes iniciarem a refeição ao mesmo tempo, terminarem simultaneamente e então todos pedirem um café e sacarem da alva hastezinha erecta para a acender a poder de sucção, de forma a que ninguém incomode o vizinho… não o faço. Por respeito, só isso, tal como não gosto de engolir o fumo dos outros.

Sozinho, em discotecas ou bares (lugares de convívio e/ou alienação por excelência, daí não vir grande mal ao mundo, que não auto infligido ou hetero consentido), tudo bem.

E nem é apenas por razões de saúde - mais tarde ou mais cedo marchamos todos, é apenas uma questão de quando e como - mas sobretudo de cidadania: não é por termos um pauzinho luminoso e fumegante que somos mais que os outros - apenas incomodamos mais e parecemos menos que os outros.

Como diz o outro, respek.

Imagem daqui.

5/05/2007 • nada de especial
Não adianta

Ao fim de quatro horas de reunião a discutir orçamentos, estratégias, pessoal, recursos e mais uma série de cenas chatas com uma directora de um instituto público pejado com quem nem em Alcoitão seria admitido (sem ofensa), a minha resposta só podia ser uma quando me perguntaram o que é que eu tinha achado dela: Booooooooooa! A directora, pois claro.

2/05/2007 • nada de especial
Very Excited Mother

Já tem uns meses, acho que também falei nisto noutro sítio qualquer (onde, já me esqueci), ando há umas semanas para o referir aqui e, como não há maneira de arranjar uma justificação, achei que agora seria uma ocasião tão boa como outra qualquer (até porque hoje foram dadas a conhecer umas fotos de Júpiter tiradas por uma sonda a caminho de Plutão): a ligação para um artigo da Science Creative Quarterly onde Plutão, o planeta anão himself é confrontado com a notícia de que foi “despromovido”.

note to self
Tréguas

ubuntu logoOu melhor, pazes. Consegui instalar no portátil a versão 6.10, actualizei para a 7.04 e a instalação e desempenho dos drivers da ATI work like a charm. Navego com o Opera 9.2, trabalho no OpenOffice 2.2 e uso o Evolution para o correio e calendário (nunca gostei do Thunderbird e o Firefox tem dias). A produtividade dispara e o disparate na navegação aumenta mas é, no essencial, um computador para o trabalho - rápido, estável e seguro. Ora bem «gajas nuas»

1/05/2007 • note to self
Ah…

driller inlay

Um clássico - na arrecadação tropecei hoje no meu exemplar, original, caixita catita com a cassete, modelo 3D do planeta, folha de instruções e pequena novela.

Faz agora 20 anos.

29/04/2007 • ram
Falar para as paredes

janus

- Então a vidinha, vai bem?
- Tásse.
- E o computador, na maior?
- Tá.
- Também és daqueles que acha o máximo usar Gnu/Linux?
- Já fui mais.
- Explica.
- É uma boa merda um gajo não ter discernimento para evitar complicar a vida.
- Não te ‘tou a perceber. Andavas tão entusiasmado com o Ubuntu e mais não sei o quê…
- Pois andava quando tinha tempo. Agora danou-se tudo: desde que actualizou para a 7.04, o Ubuntu encrava que se farta. Já limpei o disco, fiz uma instalação de raiz e só me dá é merda - vou voltar mas é à 6.10, trigo limpo, farinha amparo, NUNCA me deu problemas em meia dúzia de meses.
- E o que é que estavas a fazer quando o Ubuntu te bloqueou?
- Uma vez estava a navegar no Sapo, outra vez a escrever um texto, a última estava a escrever o post aqui de baixo.
- Se calhar foste tu que fizeste merda…
- Antes do mais respeitinho, que eu sou tu. E se alguém fez merda não fui eu, porque as mesmas coisas funcionavam exactamente da mesma maneira e agora… não há confiança, pá. E queres saber o mais engraçado? O Vista encravava-me e o XP nunca me bloqueou.
- E agora?
- Agora nada, vou continuar com o XP e com software livre/aberto/gratuito, tipo OpenOffice, Opera e cenas afins. E posso continuar a usar o Bluetooth e o Zen sem me preocupar a instalar drivers ininstaláveis por humanos.
- O quê, o Bluetooth não funcionava?
- Nope.
- E o Zen V?
- Nope.
- Fosga-se!
- Eu entrei no Linux até por causa da estabilidade, não ligo muito a essas mariquices de media. No momento, está o XP *muito* à frente. Com antivirus e antimalware (fica a saber que *nunca* perdi dados por infecção, sendo que todas as tentativas foram bloqueadas pelas mais diversas opções de segurança gratuitas com que tenho enxameado o meu PC) e visitas controladas a sites ordinários de confiança, não há problema. Também, o que seria da vida sem a sensação de perigo?

monobiálogo
Esqueci-me mesmo

Esta madrugada perdi um bom par de horas a reunir num só a maior parte dos artigos que venho espalhando por dezenas de blogues que depois abandono, só para ter a orgásmica sensação de ver uma lista de arquivos na barra lateral com um comprimento quase obsceno - consegui recuar a Janeiro de 2005, o que até nem é mau para quem não aguenta um blogue mais de 4 meses.

Só que entretanto… esqueci-me do endereço. Só me lembro que foi no Wordpress, mas passou-me completamente. Pode ser que daqui a uns dias o Google me ajude. Se na altura me lembrar do que procuro, é claro.

nada de especial
Público e Privado

Um dia destes, numa acção de formação chata como o escafandro, uma das oradoras, uma tal de Dra. Filipa não-sei-das-quantas, no que na altura parecia uma simples pretensão de prolongar a secante intervenção para além dos 30-minutos-que-afinal-foram-52 do tempo disponível, teve a amabilidade de nos deixar o endereço de correio electrónico para mais esclarecimentos se o desejássemos: crazy_hot_pipinha @ *******.com.

Não que eu seja a pessoa mais moralista do Mundo (aliás, é rara a ocasião em que não escrevo a palavra mamocas - olha, lá está) mas, assumindo que não estamos a trabalhar numa linha de valor acrescentado, custava assim tanto arranjar um endereço, vá lá, menos apelativo?

28/04/2007 • nada de especial
Mania de ser diferente

Como a minha mulher não me deixa não tenho dinheiro para comprar um Mac, desde Fevereiro no PC agora corre Ubuntu e no portátil o Caixa Mágica 11 - tudo muito xpto, estável, sem espiga e sem quaisquer saudades ou necessidade de Windows.

É verdade, torrei mil e tal euros num portátil com Vista e a primeira coisa que fiz foi formatá-lo. Isto, meus amigos, é tê-los no sítio.

26/04/2007 • nada de especial
Pater n’ Idade

Ele (agora com cinco anos e ainda filho único): Pai…
Pai (ainda velho e agora cada vez mais): Sim…
Ele: Posso ser irmão do Bobby Lashley?
Pai: Mmmmm… não me parece.
Ele: E o Mr. Kennedy, pode ser meu mano?
Pai: Acho que também não.
Ele: Posso comprar um mano, já que a mamã não quer que ponhas a sementinha?

22/04/2007 • nada de especial
Não tenho culpa

gaiola das malucas

Mas é só do que me consigo lembrar a propósito da vitória de um certo candidato à presidência de um certo partido…

Isto do preconceito é uma coisa lixada.

nada de especial
Toca a todos

hitchhikers guide to the galaxyE da série «coisas que eu era capaz de dar um testículo para ter sido eu a escrever»:

He shifted his weight from foot to foot, but it was equally uncomfortable on each. Obviously somebody had been appallingly incompetent and he hoped to God it wasn’t him.
Mr Prosser said, ‘You were quite entitled to make any suggestions or protests at the appropriate time, you know.’
‘Appropriate time?’ hooted Arthur. ‘Appropriate time? The first I knew about it was when a workman arrived at my home yesterday. I asked him if he’d come to clean the windows and he said no he’d come to demolish the house. He didn’t tell me straight away, of course. Oh no. First he wiped a couple of windows and charged me a fiver. Then he told me.’
‘But, Mr. Dent, the plans have been available in the local planning office for the last nine months.’
‘Oh yes, well as soon as I heard I went straight round to see them, yesterday afternoon. You hadn’t exactly gone out of your way to call attention to them, had you? I mean like actually telling anybody or anything.’
‘But the plans were on display…’
‘On display? I eventually had to go down to the cellar to find them.’
‘That’s the display department.’
‘With a torch.’
‘Ah, well the lights had probably gone.’
‘So had the stairs.’
‘But look, you found the notice, didn’t you?’
‘Yes,’ said Arthur, ‘yes I did. It was on display in the bottom of a locked filing cabinet stuck in a disused lavatory with a sign on the door saying Beware of the Leopard.’

Douglas Adams, The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy

lido
Falar para as paredes

janus

- E no fim da reunião eu vi logo: houve clima.
- A sério?
- Sem dúvida.
- Atão?
- Ela despediu-se com um «adeus, prazer em conhecê-lo», claramente no sentido de «desejo-o de uma forma animal e daqui a dez minutos estou lá fora nas traseiras sem roupa interior à espera que me possua ardente e selvaticamente».
- O que é que andas a fumar?
- Não interessa. O que é relevante é que lhe respondi «então até à próxima», que é como quem diz «então aguenta dez minutos que vou já lá ter».
- E depois?
- E depois nada, acordei.

19/04/2007 • monobiálogo